Do nascimento até a adolescência,
Não sei se é inocência,
O ser humano não tem tanta experiência,
E muitos têm dependência.
Talvez a metade da vida
Possa ser aquela com mudança aparentemente resolvida,
Físico com aparência desenvolvida,
Trabalho que traga comida,
Família que dê acolhida.
Pra mim a vida se transforma depois dos quarenta,
Às vezes com muita tormenta,
Parece que nada se assenta.
Por ora, ficamos diante de uma cultura que desqualifica e rejeita o velho,
O corpo se transforma, no rosto pode aparecer um trasorelho,
Mesmo que tenhamos a intenção de viver sem trelho e nem trebelho,
Tem muita gente que nisso mete o bedelho.
Nesta metade da vida sabemos quem somos,
Porém, medos nós expomos,
De um futuro desconhecido cujas normas de vida ainda não dispomos,
Pois a certeza é apenas a de quem fomos.
Embora os conflitos possibilitem buscar novos sentidos,
Os pensamentos sobre finitude também se tornam mais presentes e temidos,
Assim, procuramos reformular os modos vividos.